Realizou-se, a 19 de Outubro, a sessão de esclarecimento sobre o Plano de Pormenor Norte Caxias, com 600 fogos previstos de habitação e uma componente de serviços/ empresas, dependente de ser servido por uma nova via rápida (VLS) que vai desembocar numa única saída na A5 e atravessar ao meio bairros residenciais.
Ficámos a saber nesta sessão que o desenho foi feito afinal com o promotor imobiliário, mas a empresa promotora não esteve presente na sessão. Para se conseguir tanta edificação, foi preciso uma proposta de alteração à REN (Reserva Ecológica Nacional, 2022) onde afinal ficamos a saber que não existe uma ribeira que está na cartografia hidrográfica de Oeiras.
Durante meses foram feitos aterros em toda esta área, visíveis no local e largamente fotografadas pela nossa associação. Estamos em crer que tudo foi feito, como sempre temos visto, com o maior cuidado pela manutenção da REN.
A sessão foi marcada com 4 dias de antecedência, mais uma vez sem transmissão online e num horário em que grande parte dos cidadãos ainda estão a sair dos seus empregos, tendo sido a documentação de suporte lançada na véspera. Aos moradores e interessados foi permitido colocar questões, maioritariamente relacionadas com a densidade populacional, com os impactos para os residentes de Caxias, com as infraestruturas inexistentes, com as acessibilidades e transportes e com o descontentamento evidente a propósito da VLS para ligação à única entrada na A5 situada no nó do estado nacional.
Isaltino Morais chegou no final da sessão e passou a dirigir os trabalhos.
Ficámos dessa forma a saber que, para o Presidente da Câmara, as/os eleitas/os locais deixam de ser cidadãs e cidadãos, isto a propósito de, e sejamos claros, impedir deliberadamente que esta munícipe usasse da palavra como todos os presentes na sala. Isaltino Morais usou assim, uma vez mais, o seu estranho conceito de “Democracia” que considera que uma munícipe deixa de ter direitos por ter sido eleita deputada municipal. Eleita numa força da oposição, entenda-se.
E assim vai a democracia e o urbanismo em Oeiras.
É preciso #evoluiroeiras
Crédito da fotografia: Evoluir Oeiras Associação
